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Vitamina D e Doença Inflamatória Intestinal (DII): qual a ligação?

Vitamina D e Doença Inflamatória Intestinal (DII): qual a ligação?

Italo Garcia Noticias 04 de julho de 2025

A vitamina D tem ganhado destaque como um nutriente com papel imunomodulador relevante na saúde intestinal. Evidências recentes apontam que sua deficiência pode estar associada à piora do quadro inflamatório nas doenças inflamatórias intestinais (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

Este artigo aborda os principais mecanismos pelos quais a vitamina D atua no intestino e sua importância no manejo clínico das DIIs.

Ação imunorregulatória da vitamina D

A vitamina D atua como uma molécula imunorregulatória. Isso significa que ela exerce influência sobre o sistema imunológico, regulando a atividade de células inflamatórias e promovendo mecanismos anti-inflamatórios — especialmente na mucosa intestinal.

Três mecanismos principais explicam sua ação no contexto intestinal:

1. Fortalecimento da barreira epitelial

A mucosa intestinal funciona como uma barreira seletiva, impedindo que substâncias potencialmente nocivas atravessem o epitélio e entrem na corrente sanguínea.

A vitamina D estimula a produção de proteínas de junção epitelial e peptídeos antimicrobianos, promovendo a integridade dessa barreira.

Com isso, reduz-se a permeabilidade intestinal e o risco de inflamação crônica.

 


2. Modulação do sistema imunológico intestinal

A vitamina D interage com receptores presentes em diversas células imunes intestinais, como macrófagos, células T e células dendríticas. Sua ação favorece o perfil anti-inflamatório, inibindo a produção de citocinas pró-inflamatórias (como TNF-α e IL-6) e estimulando a síntese de citocinas reguladoras, como a IL-10.

Esse equilíbrio é crucial para pacientes com DII, cuja resposta imune encontra-se desregulada.

3. Influência sobre a microbiota intestinal

Estudos indicam que a vitamina D também afeta a composição da microbiota intestinal. Sua presença adequada favorece o crescimento de bactérias benéficas e ajuda a prevenir a disbiose — desequilíbrio associado à piora da inflamação intestinal.


4. Evidências clínicas nas DII

Há uma correlação entre níveis séricos de vitamina D e a atividade inflamatória em pacientes com DII. Valores baixos de 25(OH)D estão associados a maior risco de recaídas, internações e complicações.

Um estudo publicado em 2018 investigou pacientes com retocolite ulcerativa ativa que receberam suplementação com 40.000 UI de vitamina D3, uma vez por semana, durante oito semanas. O resultado foi uma redução significativa nos níveis de calprotectina fecal, biomarcador de inflamação intestinal.

Esses achados reforçam a importância de manter níveis adequados de vitamina D como parte da estratégia de controle da inflamação.


Valores de referência

A classificação dos níveis séricos de 25(OH)D é a seguinte:

  • Deficiência: < 20 ng/mL

  • Insuficiência: 20–30 ng/mL

  • Suficiência: ≥ 30 ng/mL

Para pacientes de risco, como as DIIs, recomenda-se manter os níveis entre 30 e 60 ng/mL, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Estratégias de suplementação

A forma mais indicada de suplementação é a vitamina D3 (colecalciferol), que apresenta melhor biodisponibilidade em comparação à D2.

Recomenda-se utilizar apresentações em cápsulas gelatinosas ou gotas oleosas, preferencialmente administradas após refeições que contenham fontes de gordura boa — como azeite de oliva, oleaginosas ou abacate — para otimizar a absorção, já que a vitamina D é lipossolúvel.

Evita-se o uso de comprimidos secos, devido à menor eficácia de absorção.

Conclusão

A vitamina D é um nutriente essencial no contexto das doenças inflamatórias intestinais. Sua ação sobre a barreira epitelial, o sistema imunológico e a microbiota intestinal justifica a recomendação de monitoramento regular e, quando necessário, a suplementação individualizada.

Manter níveis adequados de vitamina D pode contribuir para o controle da inflamação, redução de sintomas e melhora da qualidade de vida em pacientes com DII.


Referências

  1. VERNIA, Filippo; VALVANO, Marco; LONGO, Salvatore; CESARO, Nicola; VISCIDO, Angelo; LATELLA, Giovanni. Vitamin D in inflammatory bowel diseases: mechanisms of action and therapeutic implications. Nutrients, Basel, v. 14, n. 2, p. 269, 2022. DOI: 10.3390/nu14020269. Acesso em: 6 maio 2025.

  2. GARG, Mayur; HENDY, Philip; DING, John Nik; SHAW, Sophie; HOLD, Georgina; HART, Ailsa. The effect of vitamin D on intestinal inflammation and faecal microbiota in patients with ulcerative colitis. Journal of Crohn's & Colitis, Oxford, v. 12, n. 8, p. 963–972, 2018. DOI: 10.1093/ecco-jcc/jjy052. Acesso em: 6 maio 2025

Ítalo Garcia
Nutricionista | Membro do Conselho Científico da DII Brasil
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📱 Instagram: @italogarcianutri


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A enfermagem e o diagnóstico de uma doença inflamatória intestinal

A enfermagem e o diagnóstico de uma doença inflamatória intestinal

Cibele de Fátima Costa da Silva Noticias 02 de julho de 2025

Os cuidados da enfermagem com o paciente com diagnóstico de DII

Os cuidados de enfermagem para pacientes com Doença Inflamatória Intestinal (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, são fundamentais para a gestão da doença e a promoção do bem-estar do paciente.

Quando diagnosticado com DII, o paciente costuma ficar cheio de dúvidas e, na maioria das vezes, não sabe lidar com o problema. Muitas vezes, resiste às mudanças necessárias. É nesse momento que a enfermagem pode e deve exercer um papel crucial de acolhimento.

Após o acompanhamento médico com o gastroenterologista ou proctologista, a enfermagem também realiza uma avaliação completa do estado de saúde do paciente, incluindo histórico clínico, sintomas e presença de complicações. Esse processo é essencial. Na verdade, é a base de qualquer cuidado em saúde, assim como o monitoramento de sinais vitais, alterações de peso, presença de dor abdominal e episódios de diarreia.

Cabe ainda ao(a) enfermeiro(a), após orientação médica, esclarecer ao paciente informações sobre a doença, suas possíveis causas, sintomas e formas de tratamento. É fundamental reforçar a importância da continuidade do tratamento, incluindo o uso correto das medicações, uma alimentação adequada, o equilíbrio da saúde mental e o comparecimento às consultas regulares.

O paciente precisa se sentir acolhido, e a enfermagem cumpre esse papel com sensibilidade, mostrando que é possível conquistar uma vida mais equilibrada com algumas mudanças na rotina. Avaliar o estado nutricional e encaminhar, quando necessário, a um nutricionista para a elaboração de um plano alimentar que minimize os sintomas, evitando alimentos irritantes e promovendo uma dieta equilibrada, também faz parte dos cuidados.

Durante os períodos de crise, o paciente pode sentir dores intensas. Avaliar a intensidade da dor e implementar intervenções para aliviá-la é essencial. Nesses casos, a enfermagem pode contribuir com a administração de medicamentos prescritos, orientar sobre a importância do descanso e ensinar técnicas de relaxamento.

Oferecer apoio emocional e psicológico é igualmente importante, reconhecendo que a DII pode gerar estresse e ansiedade. Além disso, é papel da enfermagem monitorar e cuidar da pele, especialmente em áreas que podem sofrer lesões devido à diarreia frequente ou ao uso de bolsa de ostomia.

É preciso estar atento(a) a sinais de complicações, como abscessos, fístulas ou perfurações intestinais, e agir com agilidade caso sejam identificadas.

Promover a autonomia do paciente, encorajando sua participação ativa no tratamento e nas decisões sobre os próprios cuidados, também é uma prioridade. Trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde, como nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais, é fundamental para oferecer um atendimento realmente integrado.

Esses cuidados visam não apenas tratar a DII, mas também melhorar a qualidade de vida do paciente e proporcionar um suporte humanizado e completo.

Referências

Livros

  1. Doenças Inflamatórias Intestinais: Uma Abordagem Interdisciplinar (Editora Atheneu, 2019)

  2. Enfermagem em Gastroenterologia (Editora Elsevier, 2020)

  3. Cuidados de Enfermagem ao Paciente com Doença Crônica (Editora Artmed, 2018)

Artigos Científicos

  1. Cuidados de Enfermagem ao Paciente com Doença Inflamatória Intestinal – Revista Brasileira de Enfermagem, 2020

  2. Abordagem Interdisciplinar no Cuidado ao Paciente com DII – Revista de Gastroenterologia, 2019

  3. Papel da Enfermagem na Gestão da DII – Revista de Enfermagem da USP, 2018

Sites Oficiais

  1. Sociedade Brasileira de Gastroenterologia (SBG)

  2. Ministério da Saúde do Brasil

  3. Organização Mundial da Saúde (OMS)

  4. American Gastroenterological Association (AGA)

Normas e Guias

  1. Norma Técnica de Cuidados de Enfermagem ao Paciente com Doença Crônica – ANVISA, 2019

  2. Guia de Prática Clínica para o Manejo da Doença Inflamatória Intestinal – SBG, 2020

Para aprofundar seus conhecimentos, consulte bases de dados científicas como PubMed, SciELO e LILACS.

Texto por Cibele de Fátima Costa da Silva, enfermeira membro do Conselho Científico da DII Brasil.

Webinar Sexualidade e Doenças Inflamatórias Intestinais

Webinar Sexualidade e Doenças Inflamatórias Intestinais

Patrícia Mendes Noticias 30 de junho de 2025

América Latina unida pelas Doenças Inflamatórias Intestinais

Em um movimento inédito de integração e acolhimento, a DII Brasil convida pacientes, familiares e profissionais de toda a América Latina para um momento de escuta, aprendizado e diálogo profundo sobre um tema sensível, mas ainda cercado de silêncio: a sexualidade na vida de quem convive com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa.

Webinar internacional:

Sexualidade além do diagnóstico – prazer, desejo e vínculos saudáveis

Conviver com uma doença inflamatória intestinal vai muito além dos sintomas físicos. Impacta a autoestima, as relações afetivas, os vínculos de intimidade e, muitas vezes, silencia o desejo. Neste encontro online, vamos abrir espaço para conversas honestas sobre como resgatar o prazer, viver uma sexualidade consciente e cultivar vínculos saudáveis, mesmo diante dos desafios do diagnóstico.

Será um momento de acolhimento e troca, com participação de especialistas e tradução simultânea para o português – garantindo a participação de toda a comunidade latino-americana.

Data do evento:

Quinta-feira, 10 de julho

Horários por país:

México e  Costa Rica – 13h  
Colômbia e Peru – 14h
Equador,  Bolívia,  Chile e  Cuba – 15h
Brasil,  Argentina e Uruguai – 16h  (horário de Brasília)


Evento virtual e gratuito

Tradução simultânea para o português
Inscrições pelo link  https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_CWLa71GbQbSL56iPQktkxQ#/registration

 

 

Seguimos ampliando espaços de escuta para  quebrar tabus e garantir que cada pessoa com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa seja vista em sua totalidade, corpo, mente, desejos e afetos.

Compartilhe esse convite com quem precisa dessa conversa. A informação transforma. O acolhimento liberta.

DII Brasil – 10 anos. História escrita por pacientes. Movida pela paixão.

Azatioprina Roraima – DII Brasil envia medicamento e cobra resposta oficial

Azatioprina Roraima – DII Brasil envia medicamento e cobra resposta oficial

Ivanete Damasceno - Jornalista Membro do Comitê de Comunicação da DII Brasil Noticias 30 de junho de 2025

Solidariedade em Movimento: DII Brasil envia azatioprina a pacientes de Roraima e cobra resposta oficial da

Secretaria de Saúde

 

Diante do desabastecimento de azatioprina — medicamento essencial para o tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) — especialmente na região Norte do país, a DII Brasil coordenou uma ação emergencial para envio de caixas do remédio ao estado de Roraima.

Na primeira semana de junho de 2025 as remessas foram enviadas a partir de três cidades onde houve doações: Juiz de Fora (MG), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Belo Horizonte (MG). Apesar da quantidade ainda limitada, a medida representa um alívio temporário para pacientes que enfrentam a interrupção do tratamento por falhas no fornecimento público. A distribuição local ficará sob responsabilidade da DII Roraima.

“A interrupção da azatioprina coloca em risco a estabilidade clínica de centenas de pessoas com DII. Quando o poder público falha, parte da nossa missão é agir com rapidez, responsabilidade e solidariedade”, afirma Patrícia Mendes, presidente da DII Brasil.

Além da mobilização logística, a organização articulou o apoio de pacientes de outros estados para viabilizar os envios. As despesas com as remessas estão sendo cobertas com recursos de doações feitas à DII Brasil.

 

Cobrança oficial à Secretaria de Saúde de Roraima

Paralelamente à ação solidária, a DII Brasil protocolou, no último dia 30 de junho, às 17h35, um pedido formal de informações junto à Secretaria de Estado da Saúde de Roraima. O protocolo foi registrado sob o número 202520000676940.

A solicitação busca esclarecer os motivos da interrupção no fornecimento da medicação, os prazos para a normalização da entrega e as medidas adotadas para assegurar o abastecimento regular dos imunossupressores utilizados no tratamento das DIIs no estado.

O objetivo é reforçar a transparência nas políticas públicas e dar visibilidade ao impacto direto da falha de gestão sobre a vida dos pacientes.

 

Por que a azatioprina é essencial?

A azatioprina é um imunossupressor indicado para o controle da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa, integrando os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) do SUS. A interrupção no fornecimento eleva significativamente o risco de recaídas, hospitalizações e complicações cirúrgicas.

Como muitos pacientes dependem da entrega gratuita pelo SUS, a falta do medicamento representa um agravante tanto no campo da saúde pública quanto no âmbito social.

 

O que os pacientes podem fazer?

Enquanto a resposta oficial não é divulgada, a DII Brasil orienta que os pacientes afetados registrem individualmente suas reclamações na Ouvidoria Estadual de Saúde. Esse tipo de mobilização fortalece o controle social e pode acelerar as providências por parte do governo estadual.

Ouvidoria da Saúde de Roraima: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Registrar uma queixa é um direito do paciente e um ato de cidadania. Quanto maior o número de manifestações, mais visibilidade e força ganha a pauta junto aos órgãos de controle e fiscalização.

 

A força da rede solidária

Nos últimos anos, a DII Brasil consolidou uma rede nacional de apoio, conectando pacientes, voluntários, profissionais da saúde, associações estaduais e apoiadores. Foi essa rede que viabilizou a resposta rápida e coordenada à crise em Roraima.

“Sabemos que ações emergenciais não substituem políticas públicas eficazes, mas elas salvam tratamentos, preservam vidas e fortalecem a união dos pacientes em torno de seus direitos”, reforça Patrícia.

 

Como você pode ajudar

Se você possui azatioprina dentro do prazo de validade e em embalagem lacrada, entre em contato com a DII Brasil para realizar a doação. Também é possível apoiar financeiramente a causa com uma contribuição mensal, essencial para manter nossa estrutura de resposta ativa.

Fale com a gente: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 Seja um doador: https://diibrasil.apoiar.co/2

Enquanto aguardamos os devidos esclarecimentos das autoridades, seguimos atentos, mobilizados e comprometidos com o essencial: garantir que cada pessoa com DII tenha acesso ao tratamento, em qualquer parte do Brasil.

 

DII Brasil – 10 anos. História escrita por pacientes. Movida pela paixão.

Doença Inflamatória Intestinal: o impacto invisível na saúde emocional

Doença Inflamatória Intestinal: o impacto invisível na saúde emocional

Dra. Gisela Cardoso Noticias 30 de junho de 2025

Conviver com uma Doença Inflamatória Intestinal (DII), como a Doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa, é muitas vezes um percurso longo e cheio de desafios. Para muitas pessoas, o caminho até o diagnóstico pode levar anos — entre consultas, exames, dores inexplicadas, idas ao pronto-socorro e a angústia de não saber exatamente o que está acontecendo com o próprio corpo.

Quando finalmente se esclarece o diagnóstico, é comum haver um misto de alívio e medo. Alívio por finalmente dar nome ao que se sente. Medo, porque uma nova etapa começa: aprender a conviver com uma doença crônica.

 

Sintomas físicos e sofrimento emocional

Os sintomas físicos, como dor abdominal, diarreia, perda de peso e fadiga, são muito incômodos e impactantes. Mas o que muitas vezes passa despercebido é o sofrimento emocional que acompanha tudo isso.

É comum que pacientes enfrentem sentimentos de angústia, tristeza, medo do futuro e até vergonha de falar sobre a própria condição. Isso sem falar nos efeitos colaterais das medicações, como alterações de humor, insônia e inchaço — que também afetam a autoestima e o bem-estar.

 

 

A importância do cuidado emocional

Como psiquiatra, vejo com frequência o quanto o cuidado com a saúde mental é parte essencial do tratamento da DII. O corpo e a mente estão profundamente conectados. Viver com uma doença crônica exige força, resiliência e, acima de tudo, acolhimento.

O suporte psicológico pode ajudar muito nesse processo, tanto em momentos de crise quanto na adaptação à nova rotina.

  • A psicoterapia individual oferece um espaço seguro para que o paciente possa elaborar seus sentimentos, lidar com medos e encontrar estratégias para viver com mais equilíbrio.

  • Grupos de apoio proporcionam troca de experiências e a sensação de pertencimento, que é fundamental para reduzir o isolamento emocional.

 

Medicamentos psiquiátricos: aliados, não inimigos

Em alguns casos, o uso de medicamentos psicotrópicos (como antidepressivos ou ansiolíticos) pode ser indicado, sempre com acompanhamento profissional. Eles não são sinal de fraqueza, mas sim ferramentas de cuidado.

 

 

Qualidade de vida faz parte do tratamento

Outro ponto essencial é buscar preservar e fortalecer a qualidade de vida. Isso envolve:

  • Respeitar os limites do corpo

  • Manter uma rotina que inclua momentos de prazer

  • Alimentação adequada

  • Sono reparador

  • Prática de atividades físicas na medida do possível

  • Vínculos afetivos saudáveis

Ter uma vida com qualidade, mesmo com uma doença crônica, é possível e faz parte do tratamento.

 


Acolhimento é cuidado

E não menos importante: o apoio da família e dos amigos faz toda a diferença. Poder falar abertamente, ser compreendido, ter com quem contar nos dias mais difíceis... tudo isso é parte do processo de cura.

Acolhimento também é cuidado.

 


Lembre-se:

Se você convive com uma Doença Inflamatória Intestinal, lembre-se: não é preciso enfrentar tudo isso sozinho.

Cuidar da mente é cuidar do corpo. E buscar ajuda é um ato de coragem.

 


Artigo por Dra. Gisela Cardoso

Psiquiatra | Membro do Conselho Científico da DII Brasil

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