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Infusão de infliximabe em Campinas: Secretaria Municipal de Saúde esclarece atendimento

Infusão de infliximabe em Campinas: Secretaria Municipal de Saúde esclarece atendimento

Patrícia Mendes Noticias 09 de setembro de 2026

Infusão de Infliximabe em Campinas: Secretaria Municipal de Saúde confirma que o atendimento está normalizado

Você mora em Campinas e depende da infusão de infliximabe para manter sua Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa sob controle? Então esta informação é para você.

Afinal, notícias sobre possíveis mudanças na oferta desse tratamento chegaram até a DII Brasil, e por isso a nossa resposta foi imediata: buscar a fonte oficial antes de qualquer alarme. Isso porque, quando o assunto é continuidade de tratamento, a informação correta vale tanto quanto o próprio medicamento.

O que a DII Brasil fez

Primeiro, a DII Brasil solicitou formalmente à Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), um posicionamento claro sobre a oferta de infusões de infliximabe no município. Ou seja, não deixamos a dúvida no ar: fomos direto à fonte que tem a resposta.

O que a Secretaria Municipal de Saúde respondeu

Em resposta, a Secretaria trouxe uma notícia que você pode ler com alívio: não houve redução, interrupção ou descontinuidade na oferta das infusões de infliximabe para os usuários residentes em Campinas.

Além disso, o município mantém uma unidade de referência específica para infusões de medicamentos que exigem ambiente assistencial adequado, incluindo o infliximabe. Atualmente, o Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais, localizado na Rua Regente Feijó, 637, Centro, Campinas/SP, presta esse serviço.

Ainda segundo a Secretaria, também não houve redução da capacidade assistencial, alteração no fluxo de acesso, nem descredenciamento de qualquer unidade anteriormente responsável pelo procedimento.

Como funciona o fluxo de acesso à infusão em Campinas

Para evitar transtornos e, assim, garantir que o agendamento aconteça da forma correta, siga este passo a passo:

  1. Primeiro, procure o Centro de Saúde (CS) da sua referência territorial.
  2. Em seguida, leve documento de identificação e a prescrição médica atualizada.
  3. Depois, o CS entra em contato com o serviço de referência responsável pela infusão.
  4. Na sequência, a equipe agenda a infusão conforme a disponibilidade.
  5. Por fim, você recebe as informações sobre data, horário e demais orientações necessárias.

Atenção: portanto, não procure diretamente o serviço de referência para solicitar ou realizar a infusão sem agendamento prévio feito pelo Centro de Saúde. Dessa forma, você evita filas desnecessárias, retrabalho, e garante que o sistema registre corretamente o seu atendimento.

Por que isso importa para quem vive com DII

Quem convive com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa sabe: a rotina de tratamento já exige energia, organização e, muitas vezes, enfrentamento de burocracias. Por isso, ter clareza sobre o fluxo correto de acesso poupa tempo, reduz ansiedade e evita que o paciente fique exposto a informações desencontradas.

É exatamente por isso que a DII Brasil existe: para transformar burocracia em informação acessível e incerteza em orientação prática. Assim, quando você sabe exatamente qual porta bater, o tratamento deixa de ser um labirinto.

O compromisso da DII Brasil com o acesso ao tratamento

Acompanhar de perto o acesso a medicamentos e serviços de saúde para pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa é uma das frentes centrais de atuação da DII Brasil. Assim, sempre que surgem dúvidas sobre a assistência oferecida pela rede pública, buscamos as fontes oficiais e trazemos a resposta até você, de forma clara e sem rodeios.

Portanto, se você mora em Campinas e enfrenta qualquer dificuldade nesse fluxo, ou se identificar alguma divergência entre o que informamos aqui e o que está acontecendo na prática, entre em contato com a DII Brasil. Afinal, sua experiência real ajuda a associação a continuar fiscalizando e defendendo o acesso ao tratamento em todo o país.

Perguntas frequentes

A infusão de infliximabe em Campinas foi suspensa?
Não. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que não houve redução, interrupção ou descontinuidade do serviço.

Onde é feita a infusão de infliximabe em Campinas atualmente?
No Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais, na Rua Regente Feijó, 637, Centro, Campinas/SP.

Posso ir diretamente ao serviço de referência para fazer a infusão?
Não. Antes, é necessário passar pelo Centro de Saúde da sua referência, que faz o agendamento.

📌 Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas. Despacho referente à LAI nº 865/2026, de 24 de agosto de 2026.

Crohn e Retocolite:  DII Brasil realiza 1º encontro em São Paulo

Crohn e Retocolite: DII Brasil realiza 1º encontro em São Paulo

patricia Noticias 22 de agosto de 2026

1º Encontro DII Brasil em São Paulo reúne pacientes, médicos e psicólogas em tarde gratuita sobre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

São Paulo sedia, no dia 29 de agosto de 2026, o 1º Encontro DII Brasil. O evento é gratuito e foi criado para aproximar informação de qualidade, acolhimento e troca de experiências entre pessoas que convivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, as duas principais Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

O encontro acontece das 13h às 17h30, no Centro Cultural Olido, na Avenida São João, no Centro Histórico de São Paulo. O local fica a poucos passos da estação República do Metrô. Além disso, a entrada é gratuita e aberta a pacientes, familiares, cuidadores e a qualquer pessoa interessada em entender melhor as DII.

Mais do que uma sequência de palestras, a proposta da DII Brasil é colocar o paciente no centro da conversa. Ou seja, unir ciência, experiência de vida e acolhimento em um mesmo espaço, presencialmente, olho no olho. Afinal, boa parte da informação sobre saúde hoje circula de forma fragmentada, e nem sempre confiável, nas redes sociais.

Por que um encontro sobre Crohn e Retocolite Ulcerativa

Receber o diagnóstico de Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa costuma abrir mais perguntas do que respostas. O que muda na rotina? Quais tratamentos existem hoje? É possível continuar estudando, trabalhando, viajando, tendo filhos, praticando esporte?

Quando essas respostas não chegam com clareza, o medo tende a ocupar o espaço que deveria ser da informação. Por isso, a DII Brasil criou os Encontros DII Brasil. Assim, rodas de conversa e palestras técnicas se tornam ferramentas para transformar conhecimento científico em decisões mais seguras no dia a dia de quem vive com DII.

Conheça aqui os palestrantes:

Marlon Yared: superação dentro e fora das quadras

Campeão mundial de vôlei pela Seleção Brasileira em 2010, Marlon Yared também é uma pessoa diagnosticada com Doença Inflamatória Intestinal. Esse duplo lugar de fala, o do atleta de alto rendimento e o do paciente, é justamente o que dá força à sua palestra sobre superação dentro e fora das quadras.

Para quem convive com uma doença crônica, falar sobre superação não é falar de vitórias fáceis. É falar dos dias difíceis e dos recomeços. Sobretudo, é falar da possibilidade concreta de construir uma trajetória de vida, pessoal, profissional e esportiva, sem deixar que o diagnóstico defina todos os capítulos seguintes.

Ludmille Mol e Jane Rocha: os desafios emocionais do pós-diagnóstico

O diagnóstico de Crohn ou Retocolite Ulcerativa não afeta só o intestino. Ele também pode reorganizar a autoestima, os relacionamentos, os planos de futuro e a relação da pessoa com o próprio corpo.

As psicólogas Ludmille Mol e Jane Rocha conduzem uma conversa sobre esse momento delicado: o pós-diagnóstico. Elas vão abordar os caminhos possíveis para lidar com ele. Afinal, não existe manual pronto para receber a notícia de uma doença crônica. Por isso mesmo, cuidar da saúde mental é parte inseparável do cuidado com a DII.

Dr. Leandro Gonzales: o tratamento de Crohn e Retocolite em 2026

Entre as dúvidas mais frequentes de quem recebe o diagnóstico está o tratamento. Quais medicamentos existem? O que mudou nos últimos anos? Quais opções terapêuticas fazem parte do cenário atual?

O Dr. Leandro Gonzales apresenta a palestra "O tratamento de Crohn e da Retocolite em 2026", um panorama atualizado das terapias disponíveis para Doenças Inflamatórias Intestinais. Dessa forma, a proposta é ajudar pacientes e familiares a compreender o cenário terapêutico atual. Assim, eles podem participar de forma mais ativa e informada das conversas com sua equipe de saúde.

Dr. Alexander Rolim: vacinação em pessoas com DII

A vacinação é parte do cuidado de quem vive com uma Doença Inflamatória Intestinal. Também é uma das áreas que mais gera dúvidas, especialmente entre pessoas em uso de imunobiológicos ou imunossupressores.

O Dr. Alexander Rolim aborda o tema com foco prático. Ele apresenta quais recomendações existem, por que certos medicamentos podem interferir na resposta vacinal e como tomar decisões mais seguras junto à equipe médica.

Kaylie Félix coordena o momento DII Jovem

Jovens com DII enfrentam questões próprias, como o primeiro emprego, a vida acadêmica, os relacionamentos e a vida social. Além disso, muitas vezes enfrentam a dificuldade de encontrar outras pessoas da mesma idade que entendam o que é conviver com Crohn ou Retocolite.

Kaylie Félix coordena o espaço dedicado à DII Jovem, iniciativa da DII Brasil voltada a esse público. Reservar um momento específico para os jovens é reconhecer que a doença acompanha a pessoa em fases diferentes da vida. Portanto, cada fase pede uma forma diferente de acolhimento.

Um projeto nacional que começa em São Paulo

O 1º Encontro DII Brasil em São Paulo é o ponto de partida de um projeto de alcance nacional. A DII Brasil planeja levar os Encontros DII Brasil para todas as capitais e grandes centros urbanos do país a partir de 2027. O objetivo é fortalecer a rede de acolhimento a pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais em todo o território brasileiro.

Em um país de dimensões continentais, o acesso à informação de qualidade sobre saúde não é igual em todas as regiões. Por isso, descentralizar os encontros é uma forma direta de reduzir essa distância. Dessa maneira, ciência, acolhimento e rede de apoio chegam a quem, muitas vezes, enfrenta a DII sem nenhum espaço de troca por perto.

São Paulo abre essa jornada. Em seguida, a proposta é multiplicar essa experiência Brasil afora.

Serviço: 1º Encontro DII Brasil em São Paulo

  • Data: 29 de agosto de 2026
  • Horário: das 13h às 17h30
  • Local: Centro Cultural Olido
  • Endereço: Avenida São João, Centro Histórico, São Paulo/SP
  • Referência: próximo à estação República do Metrô de São Paulo
  • Participação: gratuita
  • Público: pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, familiares, cuidadores e interessados no tema

Ninguém precisa enfrentar a DII sozinho

Viver com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa vai muito além de sintomas, exames e medicamentos. Na verdade, é uma condição que atravessa a alimentação, os estudos, o trabalho, as relações e a saúde emocional.

Por isso, cuidar também significa ter acesso a informação confiável, conhecer direitos e trocar experiências. Significa, ainda, encontrar pessoas que entendam aquilo que nem sempre é fácil explicar para quem está de fora. É justamente essa possibilidade que o 1º Encontro DII Brasil oferece: um espaço presencial, gratuito e acolhedor para transformar informação em segurança para viver melhor com a DII.

A DII Brasil espera você no dia 29 de agosto, no Centro Cultural Olido, em São Paulo.


Vacinação nas pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

patricia Noticias 13 de agosto de 2026

Vacinação e DII: calendário da SBIm e onde encontrar os CRIE

Vacinação e DII precisam caminhar juntas. Para quem vive com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa, manter a vacinação em dia faz parte dos cuidados com a saúde e merece atenção especial, principalmente quando há uso de medicamentos que podem modificar a resposta do sistema imunológico.

Quando se fala em Doença Inflamatória Intestinal, é comum que a atenção esteja concentrada nos sintomas, nos exames, nos medicamentos e no controle da inflamação. Mas existe outro cuidado que não pode ficar em segundo plano: a prevenção de infecções.

Por isso, conhecer as recomendações de vacinação para pessoas com DII, saber quais vacinas podem ser indicadas e entender onde buscar os imunobiológicos especiais é tão importante quanto acompanhar a própria doença.

Por que vacinação e DII precisam caminhar juntas?

As vacinas ajudam o organismo a se preparar para combater determinadas infecções. Para pessoas que vivem com condições especiais de saúde, esse cuidado pode ser ainda mais importante.

Na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa, alguns pacientes utilizam medicamentos imunossupressores ou terapias que modificam a resposta do sistema imunológico. Dependendo do medicamento, da dose e da situação clínica, o risco relacionado a determinadas infecções pode ser diferente.

Isso não significa que toda pessoa com DII terá as mesmas necessidades de vacinação.

É justamente o contrário.

A vacinação deve ser avaliada individualmente, considerando idade, histórico de vacinação, diagnóstico, situação clínica e tratamento utilizado.

Por isso, uma pergunta simples pode fazer diferença na próxima consulta:

"Minha vacinação está adequada para quem tem DII e para o tratamento que estou fazendo?"

Existe calendário de vacinação para quem tem DII?

Sim.

A Sociedade Brasileira de Imunizações, SBIm, disponibiliza um Calendário de Vacinação para Pacientes Especiais. Ele reúne recomendações destinadas a pessoas que, por causa de determinadas condições de saúde, podem precisar de cuidados diferentes daqueles previstos no calendário de vacinação de rotina.

O calendário da SBIm contempla diferentes situações clínicas e orienta a vacinação de acordo com as características de cada grupo.

Para quem tem Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa, consultar esse calendário é uma forma de entender melhor quais vacinas podem ser indicadas e quais cuidados precisam ser considerados.

Mas existe um ponto fundamental: o calendário não substitui a avaliação do profissional de saúde.

A indicação de determinada vacina pode mudar de acordo com o medicamento utilizado, o grau de imunossupressão, a atividade da doença, o histórico vacinal e outras condições de saúde.

Acesse o Calendário de Vacinação da SBIm para Pacientes Especiais.

Vacinação para pacientes com Crohn e Retocolite Ulcerativa

Quem tem DII não deve simplesmente comparar sua carteira de vacinação com a de outra pessoa.

Mesmo dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem ter necessidades diferentes.

Por exemplo, o planejamento da vacinação pode ser diferente para uma pessoa que não utiliza medicamentos imunossupressores e para outra que está em tratamento com medicamentos que alteram a resposta imunológica.

Também pode haver diferenças entre crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Por isso, a vacinação precisa acompanhar a história de cada paciente.

Outro cuidado importante é não interromper ou modificar o tratamento da DII por conta própria para tomar uma vacina. Quando existe necessidade de planejamento antes do início de determinado medicamento, essa decisão deve ser tomada pela equipe que acompanha o paciente.

Vacinação durante o tratamento da DII

Essa é uma dúvida frequente entre pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

"Estou fazendo tratamento. Posso tomar vacina?"

A resposta depende da vacina e da situação de cada paciente.

Algumas vacinas podem ser administradas durante determinados tratamentos. Outras exigem cuidados específicos quando o paciente está imunossuprimido.

As vacinas também não são todas iguais. Existem vacinas inativadas, vacinas produzidas com diferentes tecnologias e vacinas vivas atenuadas. As recomendações e precauções podem ser diferentes para cada uma delas.

Por isso, antes de receber uma vacina, informe ao profissional de saúde:

  • que você tem Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa;
  • quais medicamentos utiliza;
  • quando recebeu as últimas doses de vacinas;
  • se está passando por alguma alteração importante da doença.

E leve sua carteira ou caderneta de vacinação para a consulta.

Esse pequeno hábito pode ajudar o profissional a identificar o que está em dia, o que precisa ser atualizado e quais vacinas merecem atenção especial.

Onde encontrar vacinas para pacientes especiais?

Outra dúvida aparece logo depois da indicação da vacina:

"Onde eu posso tomar?"

Além das unidades que fazem parte da vacinação de rotina do SUS, existem serviços destinados ao atendimento de pessoas que precisam de imunobiológicos especiais.

Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, conhecidos como CRIE, são serviços do SUS destinados a pessoas que apresentam determinadas condições de saúde e que, por isso, possuem indicações específicas para vacinas, soros ou imunoglobulinas.

Mas existe algo importante que o paciente precisa saber.

Nem todo serviço que aplica imunobiológicos especiais é necessariamente um CRIE.

A rede de atendimento pode envolver CRIE, Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais, conhecidos como CIIE, e salas de vacinação integradas à Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais.

Além disso, a organização dessa rede pode mudar ao longo do tempo. Alguns estados estão ampliando e descentralizando o atendimento para outros municípios.

Por isso, uma lista antiga de CRIE pode não mostrar toda a estrutura disponível atualmente.

A DII Brasil organizou uma relação de CRIEs

Para facilitar o acesso à informação, a DII Brasil está organizando uma relação nacional dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais e de outros serviços relacionados à vacinação de pessoas com condições especiais de saúde.

A relação foi construída considerando não apenas a listagem nacional do Ministério da Saúde, mas também informações de Secretarias Estaduais de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde, CNES e outras fontes oficiais.

O objetivo é facilitar a busca por informações como município, unidade, endereço, telefone e outras orientações disponíveis.

Consulte a relação de CRIEs organizada pela DII Brasil

Como a rede de vacinação pode passar por mudanças, recomendamos confirmar as informações diretamente com o serviço antes de se deslocar.

Confirme principalmente:

  • endereço;
  • telefone;
  • horário de atendimento;
  • necessidade de encaminhamento;
  • necessidade de agendamento;
  • documentos exigidos;
  • disponibilidade do imunobiológico indicado.

Essa confirmação pode evitar uma viagem desnecessária e tornar o acesso ao serviço mais simples.

O que levar ao procurar um CRIE?

Antes de ir ao serviço, procure saber qual é o fluxo adotado naquela unidade.

Dependendo da situação, podem ser solicitados documentos como documento de identificação, cartão do SUS, carteira de vacinação, relatório médico, receita ou prescrição e outros documentos que comprovem a condição clínica e a indicação do imunobiológico.

O relatório médico pode ser especialmente importante quando a indicação da vacina está relacionada à Doença de Crohn, à Retocolite Ulcerativa ou ao tratamento utilizado.

Por isso, não deixe para descobrir essas exigências somente depois de chegar ao local.

Antes de sair de casa, confirme com o serviço.

Vacinação também faz parte do cuidado com a DII

Cuidar da Doença Inflamatória Intestinal não significa olhar apenas para o intestino.

O tratamento envolve muito mais.

É preciso acompanhar a atividade da doença, realizar os exames indicados, utilizar corretamente os medicamentos, cuidar da alimentação, observar a saúde emocional e manter os cuidados preventivos em dia.

A vacinação também faz parte desse cuidado.

Ela não substitui o tratamento da Doença de Crohn ou da Retocolite Ulcerativa. Também não significa que a pessoa ficará protegida contra todas as infecções.

Mas pode reduzir o risco de determinadas doenças e de suas complicações.

Por isso, vale transformar a vacinação em parte da rotina de acompanhamento da DII.

Na próxima consulta, leve sua carteira de vacinação.

Pergunte.

Atualize o que for necessário.

E, se receber indicação para procurar um CRIE, confirme o serviço mais adequado antes de sair de casa.

Informação também protege

Para quem vive com DII, informação confiável pode fazer diferença em decisões importantes.

Saber que existe um calendário específico para pacientes especiais.

Saber que algumas vacinas precisam ser avaliadas de acordo com o tratamento.

Saber onde procurar imunobiológicos especiais.

Saber que CRIE, CIIE e salas de vacinação podem ter funções diferentes.

Tudo isso ajuda o paciente a participar mais ativamente do próprio cuidado.

A DII Brasil acredita que acesso à informação também é parte do cuidado com a saúde.

Por isso, nosso objetivo é facilitar o caminho entre a informação e quem precisa dela.

Se você tem Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa, converse com a equipe que acompanha seu tratamento sobre sua vacinação.

Pode ser uma conversa rápida.

Mas pode ser uma conversa muito importante.

Informação importante

Assista à palestra do Dr. Fernando Jorge Nóbrega,  Preceptor da residência médica em Clínica Médica e Gastroenterologia no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), onde também é corresponsável pelo ambulatório de doenças intestinais.   O link da aula no youtube é 
https://www.youtube.com/watch?v=K2ksqhio1BM   

MAS ATENÇÃO:

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação individual de médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde habilitado. As recomendações de vacinação podem variar de acordo com idade, histórico vacinal, condição clínica, atividade da doença, medicamentos utilizados, grau de imunossupressão e outras condições de saúde. Não interrompa, altere ou adie seu tratamento por conta própria para receber uma vacina. Converse sempre com a equipe responsável pelo seu acompanhamento.

Novo PCDT da Doença de Crohn: o que muda -  DII Brasil

Novo PCDT da Doença de Crohn: o que muda - DII Brasil

Patrícia Mendes Noticias 29 de julho de 2026

Novo PCDT da Doença de Crohn é publicado: DII Brasil explica o que muda e quais são os próximos passos

O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira, a Portaria Conjunta SAES/SECTICS que aprova o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Crohn. A publicação representa mais um avanço para as pessoas que vivem com a doença e para os profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo PCDT atualiza as diretrizes de diagnóstico, acompanhamento e tratamento da Doença de Crohn. No entanto, neste momento, o Ministério da Saúde divulgou apenas a Portaria Conjunta no Diário Oficial da União. O texto completo e consolidado do PCDT ainda não está disponível no portal oficial da pasta.

Por esse motivo, a DII Brasil realizará uma análise técnica detalhada assim que o documento for disponibilizado. Nosso objetivo é explicar, em linguagem clara e acessível, todas as alterações e seus impactos para pacientes, familiares, profissionais de saúde e gestores.

O que já sabemos até agora?

A publicação da Portaria confirma a aprovação do novo PCDT e estabelece que ele entra em vigor na data de sua publicação.

Além disso, o processo de atualização do protocolo ocorre após importantes decisões já tomadas pelo Ministério da Saúde. Nos últimos anos, foram publicadas as portarias que incorporaram ao SUS o ustequinumabe, o vedolizumabe e o infliximabe subcutâneo. Essas normas estabeleceram prazo de até 180 dias para a disponibilização das tecnologias.

Agora, com a publicação do novo PCDT, a DII Brasil acompanhará, junto ao Ministério da Saúde e às Secretarias Estaduais de Saúde, como ocorrerá a disponibilização dessas tecnologias aos pacientes em todo o Brasil.

Nosso compromisso é informar com responsabilidade. Por isso, evitamos antecipar conclusões antes da divulgação do texto completo do protocolo e das orientações operacionais que poderão ser publicadas pelos órgãos competentes.

A atuação da DII Brasil nesse processo

A atualização do PCDT da Doença de Crohn foi acompanhada de perto pela DII Brasil.

Como integrante da Câmara Técnica Assessora em Saúde Gastrointestinal do Ministério da Saúde, nossa instituição participa das discussões sobre o aprimoramento da assistência às doenças gastrointestinais no SUS.

Durante reunião realizada no dia 24 de junho, o Ministério da Saúde informou aos integrantes da Câmara Técnica que a publicação do novo PCDT estava prevista para ocorrer em julho. A publicação da Portaria confirma o cumprimento desse cronograma.

Esse acompanhamento institucional permite que a DII Brasil leve informações qualificadas à comunidade e acompanhe de forma permanente a evolução das políticas públicas voltadas às Doenças Inflamatórias Intestinais.

O trabalho continua

A publicação da Portaria representa um momento importante. Entretanto, ela não encerra esse processo.

Nos próximos dias, a DII Brasil analisará cuidadosamente o texto completo do novo PCDT. Em seguida, publicaremos uma análise técnica destacando todas as mudanças, seus impactos para os pacientes e os próximos passos relacionados à disponibilização das tecnologias incorporadas ao SUS.

Também continuaremos acompanhando o diálogo com o Ministério da Saúde e com as Secretarias Estaduais de Saúde para entender como ocorrerá a implementação das novas recomendações em todo o país.

Nosso compromisso com os pacientes

Ao longo de nossos 11 anos de atuação, a DII Brasil consolidou seu compromisso com a defesa dos direitos das pessoas que vivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

Mais do que divulgar notícias, trabalhamos para traduzir informações técnicas em conteúdos claros, acessíveis e confiáveis. Também acompanhamos de perto a evolução das políticas públicas e atuamos para que os avanços conquistados se transformem em acesso efetivo aos tratamentos.

Seguiremos informando cada novo passo desse processo.

Porque informação de qualidade fortalece direitos, aproxima os pacientes das decisões em saúde e contribui para um SUS cada vez mais preparado para cuidar das pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais.

https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-conjunta-saes/sctie-n-51-de-18-de-maio-de-2026-722100500

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-12.037-de-28-de-julho-de-2026-722054788



 

Doença Inflamatória Intestinal e Saúde Mental

Doença Inflamatória Intestinal e Saúde Mental

Dra. Alícia Andrade Noticias 10 de julho de 2026

Doença Inflamatória Intestinal e Saúde Mental:  Uma Conexão Biológica Real e Essencial

A abordagem clínica das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) frequentemente se concentra de maneira exclusiva nas manifestações e sintomas visíveis do trato gastrointestinal. No entanto, como médica psiquiatra e integrante do Conselho Científico da DII Brasil, considero urgente e fundamental trazer luz a uma realidade paralela que afeta profundamente a qualidade de vida da comunidade de pacientes: o impacto direto, grave e mensurável da DII sobre a saúde mental. Existe uma prevalência extremamente alarmante de transtornos emocionais que se desenvolve na esteira dessas patologias intestinais, evidenciando estatísticas que não podem mais ser ignoradas ou tratadas com distanciamento.

Os dados epidemiológicos integrados à prática clínica revelam que exatamente 1 a cada 3 pacientes diagnosticados com doença inflamatória intestinal convive com a ansiedade de forma crônica. De maneira concomitante, a estatística aponta que 1 a cada 4 pacientes com a mesma condição enfrenta a depressão. O dado mais inquietante associado a esse cenário epidemiológico é o fato de que quase ninguém fala sobre isso abertamente. O silêncio que envolve o sofrimento psíquico do paciente com DII perpetua o isolamento social e agrava o prognóstico clínico, tornando imperativo desmistificar e debater de maneira transparente essa conexão indissociável.

A Comunicação Bidirecional e o Caminho Biológico Real

A correlação entre o adoecimento psíquico e a inflamação gastrointestinal não constitui um fenômeno meramente casual ou secundário; ela é explicada por um caminho biológico real de comunicação direta. O intestino e o cérebro se comunicam de maneira ininterrupta, o tempo todo, estabelecendo uma via de tráfego intenso de informações biológicas. Essa interação é governada por um mecanismo complexo em que as alterações orgânicas periféricas repercutem imediatamente no sistema nervoso central, estabelecendo um ciclo de influência recíproca.

O funcionamento prático dessa rede integrada dita que quando o intestino inflama, o cérebro sente de forma direta o impacto dessa atividade inflamatória. De maneira inversa, quando a mente adoece por estressores ou transtornos psíquicos, o intestino responde de forma imediata através de alterações em sua integridade e funcionamento. Esse eixo intestino-cérebro funciona de forma marcadamente bidirecional: a atividade inflamatória presente no tecido intestinal afeta negativamente o cérebro, enquanto o estresse crônico acumulado piora substancialmente a inflamação intestinal local. Diante dessa evidência biológica incontestável, torna-se clinicamente inviável desenhar uma abordagem terapêutica focada em apenas um dos lados, sendo obrigatório tratar ambos de forma simultânea.

 

Os Fatores Clínicos e Emocionais que Pesam na Saúde Mental

Além da atividade inflamatória em si, que opera nos bastidores biológicos do organismo, existem inúmeros outros fatores práticos e psicológicos que exercem um peso esmagador sobre a saúde mental de quem convive diariamente com uma Doença Inflamatória Intestinal. O sofrimento emocional começa muito antes do início do tratamento propriamente dito, manifestando-se de forma aguda durante a longa espera pelo diagnóstico definitivo. Esse processo de investigação clínica frequentemente se arrasta, levando anos de incertezas, exames invasivos, diagnósticos errôneos e angústia diante de sintomas graves sem uma causa identificada.

Uma vez obtido o diagnóstico, o paciente é confrontado com a dura realidade de precisar lidar com uma doença de caráter crônico e que não tem cura. A perspectiva de conviver pelo resto da vida com uma patologia incurável exige um processo de aceitação psicológica doloroso. Para piorar essa sobrecarga emocional, as condutas terapêuticas necessárias exigem o uso de medicações que assustam o paciente devido à complexidade e ao perfil de efeitos colaterais. A junção do medo do prognóstico com o receio dos tratamentos disponíveis cria um ambiente de constante vulnerabilidade psicológica.

 
   

As manifestações cotidianas da DII impõem restrições severas à autonomia do paciente. O impacto devastador da diarreia crônica interfere diretamente na vida social e na produtividade profissional, gerando sentimentos de vergonha e inadequação. Soma-se a isso o estigma profundo associado à doença perianal, um tema cercado de tabus socioculturais que dificultam a busca por apoio emocional. O paciente também coexiste de forma permanente com o medo iminente da cirurgia e com os desafios biopsicossociais que envolvem a realidade de quem vive com ostomia. Como pontuado de forma enfática, cada um desses fatores específicos, quando analisado isoladamente, já seria pesado o suficiente para comprometer o bem-estar de um indivíduo. No entanto, quando eles se manifestam de forma combinada e simultânea, o resultado inevitável é o esgotamento completo das reservas emocionais e físicas do paciente.

O Impacto no Sucesso do Tratamento e o Risco de Hospitalização

A negligência com a saúde mental do paciente com DII não traz repercussões apenas para o seu bem-estar subjetivo; ela sabota o sucesso do tratamento gastroenterológico de forma real e mensurável. A presença concomitante de transtornos como a ansiedade e a depressão altera drasticamente a evolução clínica da patologia inflamatória. Dados científicos demonstram que a ansiedade e a depressão aumentam de forma direta o risco de recaída da doença, precipitando novas crises inflamatórias mesmo em pacientes que se encontravam estabilizados.

 

Além de induzir recidivas, esses transtornos psiquiátricos reduzem de forma significativa a resposta aos tratamentos médicos instituídos, fazendo com que as abordagens farmacológicas convencionais percam sua eficácia clínica esperada. O indicador mais crítico e alarmante do impacto da desregulação emocional sobre a evolução da DII é que a presença de ansiedade e depressão eleva em até 2,5 vezes a chance de hospitalização do paciente. Esses dados evidenciam que cuidar da saúde mental de quem tem DII não constitui uma conduta meramente complementar, opcional ou secundária. Trata-se, na verdade, de uma parte essencial, obrigatória e integrante do protocolo de tratamento global da doença.

Conclusão e o Ponto de Virada Terapêutica

Em suma, as evidências clínicas e as vivências práticas reforçam que o corpo e a mente operam de forma unificada nas Doenças Inflamatórias Intestinais. O sofrimento emocional não deve ser encarado como uma fraqueza de caráter ou como um elemento menor diante da inflamação tecidual, mas sim como uma complicação biológica que exige intervenção psiquiátrica ativa e humanizada. Se você vive com doença inflamatória intestinal e sente que emocionalmente está no limite de suas forças, compreenda que você não precisa atravessar esse caminho de sofrimento de forma isolada ou sozinha.

Conectar os seus sintomas físicos às suas demandas emocionais e buscar o devido suporte em saúde mental pode representar o verdadeiro ponto de virada no seu tratamento, abrindo caminhos para uma recuperação integrada e para a melhora real da sua qualidade de vida. O Conselho Científico da DII Brasil apoia e incentiva a abordagem transdisciplinar, validando a dor psíquica como parte legítima da jornada do paciente.

Dra. Alícia Andrade

Médica Psiquiatra • CRM-MG 95505 | RQE 68743 Membro do Conselho Científico da DII Brasil

 

 
   

Referências Científicas Consultadas:

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