Rizanquizumabe e Retocolite Ulcerativa: DII Brasil defende ampliação de acesso na Audiência Pública da ANS

Rizanquizumabe e Retocolite Ulcerativa: DII Brasil defende ampliação de acesso na Audiência Pública da ANS

Organização reforçou a importância da incorporação de novas terapias para as Doenças Inflamatórias Intestinais na saúde suplementar, destacando que cada paciente é único e merece todas as possibilidades de tratamento.

Representados pela presidente Patrícia Mendes, a DII Brasil participou da Audiência Pública nº 60/2025, realizada no dia 17 de outubro de 2025, promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para discutir a incorporação do Rizanquizumabe no tratamento da Retocolite Ulcerativa no âmbito da saúde suplementar, ou seja, nos planos de saúde privados.

Durante a audiência, a DII Brasil defendeu a importância de ampliar o acesso a novas terapias para o tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais. A organização reforçou que cada pessoa reage de forma diferente aos medicamentos e que não existe um tratamento único e eficaz para todos. Essa diversidade de respostas clínicas torna essencial a incorporação de todas as opções terapêuticas disponíveis, garantindo que médicos e pacientes possam escolher a melhor alternativa em cada caso.

No pronunciamento, foi citado o caso de um jovem que, sem a oportunidade de experimentar novas terapias, precisou ser ostomizado aos 24 anos. Um exemplo real que ilustra as consequências de um acesso limitado.  Advogamos por mais  histórias de esperança, como as dos pacientes Leandra, Cátia e Adriano, que participaram da audiência pública e compartilharam experiências de superação e estabilidade após o tratamento adequado.

Esses relatos representam milhares de brasileiros que convivem com as Doenças Inflamatórias Intestinais e que  enfrentam uma jornada difícil até encontrar a terapia que proporciona controle da doença e qualidade de vida. A ampliação do acesso a novos medicamentos não é apenas uma questão clínica, mas um ato de respeito à individualidade de cada paciente.

A DII Brasil ressaltou que o impacto da incorporação de novos medicamentos vai além da vida individual. O acesso a terapias eficazes contribui para reduzir internações, cirurgias e afastamentos do trabalho, gerando economia para o sistema de saúde e promovendo bem-estar social.

Precisamos garantir políticas públicas e equidade no tratamento das pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. A presença da DII Brasil  em audiências públicas, comissões e espaços de decisão reforça o compromisso de representar a voz dos pacientes e transformar suas vivências em políticas efetivas de saúde.

O Rizanquizumabe representa um avanço terapêutico importante. Sua incorporação poderá beneficiar pacientes que ainda não responderam bem às opções atualmente disponíveis. Oferecer essa nova alternativa é ampliar as chances de controle da doença e devolver qualidade de vida a quem convive com uma condição crônica e desafiadora. 

A luta pela ampliação do acesso é, antes de tudo, uma luta por dignidade, autonomia e respeito à diversidade de respostas que o corpo humano apresenta.

Com base na experiência direta dos pacientes e no diálogo com o corpo médico e científico, a DII Brasil continuará acompanhando todas as etapas desse processo na ANS e seguirá defendendo que as decisões em saúde considerem a individualidade e a realidade de quem vive com Doença Inflamatória Intestinal.

A causa é coletiva, mas o tratamento precisa ser individualizado. A saúde não pode ser limitada por barreiras administrativas ou econômicas. O acesso pleno é um direito, e garantir esse direito é o que move o trabalho da DII Brasil todos os dias.

Defender o acesso é defender o direito de viver com dignidade.